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Artigos e Notícias -
Guarda
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Escrito por Artur da Távola
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28-Mar-2007 |
Pedi a um grade especialista em cães, Luciano Cruz de Oliveira, de Volta Redonda, uma palavra sobre essa questão cada vez mais grave dos cães de guarda que se tornam assassinos. Eis o que me disse. "O atual faturamento de norte-americanos com os cães pitbull, exportados para muitos países do mundo, leva a crer que inconscientemente as raças européias de guarda (cão pastor alemão, boxer, dobermann, rottweiler) foram exauridas e tecnicamente falidas para possibilitar esse faturamento. Sua falência abriu grotescamente caminho para uso como guarda do cão Pitbull, que não é de guarda, mas cão de briga, tradicionalmente originado no submundo". Restaram como cães de guarda efetivamente protetores apenas o turco kangal, cuja exportação está proibida, e mais 2 ou 3 raças montanhesas daquela região, em estágio pouquíssimo mapeado fora de suas respectivas origens.
Um veterano criador brasileiro, de Caxias do Sul, de forma original, inteligente e eficaz, vem há 20 anos desenvolvendo uma raça de guarda. Usou como base o boxer, o mais completo cão de defesa pessoal que já existiu, popularíssimo no Brasil, onde a versão antiga ganhou o slogan de "cão de guarda amigo das crianças", e o bull terrier, raça de enorme coragem, ancestral do pitbull, mas sem a degeneração do mesmo.
O boxer, tornado decorativo sem mestiçagem pelos norte-americanos, tem o acervo genético de guardião, adormecido. Como as raças tem ancestrais comuns, o criador contou com a sorte de um encaminhamento rápido a um novo tipo genético, fruto da cruza entre ambas. Inicialmente com o nome de bull boxer, a mesma está recebendo o nome de dogue brasileiro. Buscando algo bem próximo do antigo boxer, o citado cinófilo oferece, para pessoas experientes no assunto, um cão de guarda, antiassalto e anti-seqüestro. A revista Veja, de 14 de abril, publicou contundente matéria de seis páginas, sob o título O que fazer com eles?, na qual, face a dor de perdas de vidas humanas, investe severamente contra os cães de guarda, citando inclusive o dogue brasileiro. "Sob nossa ótica, um assunto complexo, ali debatido em nível trivial, com redatores não adequadamente assessorados."
fonte: Coluna de Artur da Távola