Menu Content/Inhalt
Início seta Artigos e Notícias seta Cinofilia em Geral seta Doze Mandamentos da Genética
Doze Mandamentos da Genética PDF Imprimir E-mail

Entenda um pouco mais sobre genética a partir dos seus Doze Mandamentos.

Doze Mandamentos da Genética 

I    -  Não existem atalhos para o melhoramento da raça.  O melhoramento só pode ser conseguido através de cuidadosa seleção.  A criação seletiva é o arcabouço de um programa vitorioso. 

II   -  Extraem-se dos filhotes menos de 50% do que os pais podem oferecer.  O aproveitamento do material genético herdado dos pais varia de acordo com a penetrância de cada gene. 

III  -  Cautela ao interpretar a ocorrência casual de um fato.  Neste caso devemos nos lembrar que há genes mímicos e genes epistáticos, que podem promover resultados inesperados num acasalamento,  entretanto, esses resultados não definem o patrimônio genético de cada animal. 

IV - Itens complexos são determinados por inúmeros genes.  Muitas das características são quantitativas, quer dizer, são determinadas por muitos pares de genes. 

V  -  Não existe raça de cão que se reproduza sem variações.  Isto se deve à segregação independente.  Genes independentes podem ser encontrados numa raça e não constatados em outra.

VI  - Condições ambientais catalisam ou suavizam tendências genéticas. 

VII  - A pouca utilização do inbreeding se deve a interesses comerciais.  Os criadores  que utilizam o inbreeding estão praticando melhoramento visando eliminar ou fixar uma característica;  criadores “comerciais” não se interessam por melhoramento.   

VIII - Acasalamento de irmão com irmã produz queda na vitalidade dos filhotes.  Estes acasalamentos promovem maior degeneração de inbreeding.  Os registros mostram que são muito contraditórios os resultados comunicados por criadores que tentaram acasalar irmão com irmã, com o intuito de fixar boas características em seu plantel.  Verificar-se-á que este tipo de acasalamento tem como consequência um decréscimo na vitalidade e robustez dos filhotes nascidos. 

IX   -  Os maiores efeitos do  inbreeding  ocorrem nas primeiras gerações.  Um grupo de pesquisadores calculou os índices teóricos do aumento de similitude a cada continuação de acasalamento entre irmãos.  Os cálculos mais confiáveis indicam que a redução na proporção de pares genéticos não semelhantes foi de aproximadamente 19,l% por geração depois da primeira, na qual a redução foi de 25%.  Os índices são tão rápidos, que após dez gerações de acasalamentos entre irmãos, a partir de espécimes com 50% de semelhança, cerca de 94% de pares de genes são iguais.  Assim, o  inbreeding  apresenta seus maiores efeitos durante as primeiras gerações e relativamente pouco efeito além da décima ou décima-segunda geração. 

X   -  O  inbreeding  nada cria de novo, mas apenas intensifica o que já existia.  O  inbreeding  encontra a sua melhor utilização na fixação de características.  O  inbreeding  pode transformar genótipo e fenótipo num denominador comum. 

XI  -  O teste de progênie é a única prova válida da prepotência de um cão.  Aqui entra de novo o acasalamento com consanguinidade, pois quanto mais “fechada” for a consanguinidade do cão ou da cadela, maiores serão as chances de um ou de outro ser dominante, em contraposição a um cão ou uma cadela que não tenha consanguinidade “fechada”. Ao selecionar um padreador para complementar os atributos da cadela, é importante levar em séria consideração também as qualidades dos seus pais.  Isto tudo só poderá ser observado na progênie.  

XII - Acasalamentos sonhados podem dar filhotes decepcionantes;  a cadela reprodutora pode ou não transmitir as qualidades que ela mesma possui, o mesmo podendo ocorrer com o macho.          

 

Fonte e Autor: Ignorados.
Colaboração: Ana Lúcia Pereira - Médica e Terapeuta Floral.

Artigos e Notícias - Cinofilia em Geral
Escrito por canil jotinha   
18-Fev-2009
------------------------------------------------------------------------------------
< Artigos Anterior   Próximo Artigo >